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Em Rhodes, Requião defende integração efetiva entre países do Mercosul


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Requião defendeu uma integração comercial efetiva entre os países do Mercosul como forma de minimizar os efeitos da crise econômica mundial. “Em média, nos últimos quatro anos, mais de 30% de nossos produtos manufaturados foram exportados para os países do Mercosul. Se acrescentarmos os demais países da América do Sul e da América Latina, vemos que 50% de nossos produtos industriais são exportados para o continente latino-americano”, mostrou.

“A metade do que nossas indústrias produzem é consumido na América Latina”, completou. Atualmente a União Européia consome 19,5% da produção industrial; os Estados Unidos, 13,5%; a China pouco mais 2%; e o restante do mundo, 14,8%. Além de exportar mais para a América Latina, o continente paga melhor.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil exportou US$ 234,19 bilhões, vendendo seus produtos ao preço médio de US$ 425 dólares a tonelada. “Para a América Latina, exportamos US$ 50,16 bilhões e vendemos os nossos produtos a US$ 1.424 a tonelada. A venda apenas para o Mercosul tem um preço médio melhor ainda: US$ 1.534 a tonelada”, exemplificou o senador.

Além disso, entre 2002 e 2012 as exportações para os Estados Unidos cresceram 72% e os nossos negócios com a América Latina tiveram um incremento de 337%. Só para o Mercosul, o aumento foi de 579%. “Ou nos protegemos sob a guarda-chuva da integração ou nos expomos a pior de todas as tempestades geradas pelo desequilíbrio capitalista”, finalizou Requião.

Crise – O evento também dedicou atenção especial à crise coreana e a crise do Oriente Médio. “O mundo está novamente enfrentando o abuso da religião para fins políticos ocultos. Ambas as situações requerem uma forte intervenção pública, a fim de evitar que o mundo se transforme em um caos incontrolável”, justificaram os organizadores do Fórum.

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