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Carlinhos Cachoeira não comparece para prestar depoimento

Carlinhos Cachoeira não comparece para prestar depoimento O empresário do jogo Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não compareceu para prestar depoimento nesta quinta-feira (03) na sede do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), em Curitiba. O delegado do Nurce, Naylor Robert de Lima, recebeu um fax informando a ausência de Cachoeira minutos antes do horário marcado para o depoimento. No documento, os advogados de Cachoeira, Jeovah Viana Borges Júnior e Raimundo Hermes Barbosa, alegam que o empresário do jogo corre risco de vida devido ao seu envolvimento no caso Waldomiro Diniz e que por medo de um atentado não poderia se deslocar da cidade de Anápolis, em Goiás, onde mora, até Curitiba. Os advogados sugerem, no fax, que Cachoeira seja ouvido através de carta precatória pela polícia de Goiás. A polícia do Paraná vai decidir agora se pede a ajuda da polícia goiana ou se envia um delegado até Anápolis para ouvir Cachoeira. O Nurce pode optar ainda por intimar mais uma vez o empresário para vir até Curitiba. Caso ele não obedeça à segunda intimação, será acompanhado por força policial para depor.

Investigações – O depoimento de Carlinhos Cachoeira faz parte das investigações do Nurce sobre a licitação do Serviço de Loterias do Paraná de 2001, durante o governo Lerner, em que a empresa Larami recebeu o direito de controlar a loteria on line do Estado. A polícia investiga possíveis de irregularidades no processo licitatório desde abril deste ano, quando o Governo do Paraná rompeu o contrato com a Larami com base nestas suspeitas. Os principais pontos de investigação do Nurce são o rápido crescimento do capital da empresa, que saltou de R$ 5 mil para R$ 600 mil dias antes da licitação, e a troca da equipe do Serlopar responsável pelas licitações às vésperas da análise das empresas concorrentes.

Agência Estadual de Notícias 03/06/2004

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