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Caravana realiza último encontro de 2021 em Foz do Iguaçu

Movimentos sindicais, representantes de diferentes partidos políticos, lideranças e apoiadores estiveram presentes na sede do Sindhotéis.

Caravana Requião em Foz | Foto: Leandro Taques

Na noite desta quinta-feira, a Caravana Requião realizou o último encontro do ano em sua caminhada pelo Paraná, na cidade de Foz do Iguaçu. Vários municípios da região e da fronteira estiveram representados, lideranças políticas de diferentes partidos, movimentos sindicais e apoiadores de Roberto Requião a numa possível candidatura que se desenha para concorrer ao Governo do Paraná em 2022. A ideia é formar uma ampla frente de discussão para trazer propostas concretas para a reconstrução do Paraná, somando esforços e projetos que devolvam o espaço às políticas públicas e a um governo que dê mais atenção à população.


Na abertura do evento, o deputado estadual e presidente do PT do Paraná Arilson Chiorato falou sobre a esperança que representa esta caravana, num período de tantas desigualdades vividas no país.

“Este é um momento muito importante para a democracia, porque estamos aqui num movimento plural, suprapartidário, de pessoas que têm um compromisso de desenhar um novo Paraná. Estamos todos unidos em um espírito de construção de um Paraná de verdade, com essência, e não só de aparência. Um Paraná onde a propaganda não seja o carro-chefe, mas o bem-estar das pessoas, a felicidade, o sorriso e o resgate de um governo que já fez muito pelo Estado. Um Paraná que já teve políticas públicas de verdade, que já teve mais de 320 programas sociais e hoje está paralisado, priorizando uma elite que cuida do capital financeiro e dos lucros de poucos. O maior projeto deles, até agora, foi a construção de 15 novas praças de pedágio. Vivemos num Paraná que, atualmente, fala num aumento de salário para servidores, mas que na verdade não existe, principalmente na educação. Estamos aqui pra trocar ideias e construir uma proposta nova, de um Paraná diferente”.

Foto: Leandro Taques

Para a Vereadora Yasmin Hachem, do MDB de Foz do Iguaçu, anfitriã do evento, o momento complicado vivido internamente em seu partido é uma grande barreira a ser vencida por seus filiados, que resistem ao apoio dado ao Governo Federal.

“Para mim estar aqui hoje significa muito, representando nosso mandato, porque ainda acreditamos e defendemos políticas públicas sociais, um governo que defenda a população. Porque é muito triste ver isso tudo acontecendo, esse desmonte, com apoio de parte do meu partido. É um orgulho estar presente nesse movimento da Caravana. Este é um ato de resistência”, elogiou.

Já para Maristela da Silva Viana, presidenta do PT de Foz do Iguaçu, a Caravana representa um movimento importante para o debate de novas propostas para o Paraná.

“Espero que a gente consiga tirar Ratinho Jr do Governo, eleger Requião Governador e esse evento não seria esse sucesso sem vcs aqui”, agradeceu.

Hamilton Serighelli, funcionário público aposentado, filiado ao Partido dos Trabalhadores e que conhece as questões fundiárias no estado do Paraná, atualmente é diretor do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu. Em sua fala, destacou a importância de um Governo que olhe com mais atenção para a população mais humilde do nosso Estado.

“Temos uma batalha muito grande pra enfrentar. O CPH é uma entidade plural, que engloba vários movimentos sociais e está junto nessa caminhada, pra tirar o Paraná da mídia e trazer pro chão, pra conversar com os mais pobres. Nos últimos anos, esse Governo não teve uma conversa sequer com o trabalhador, só com o G7, com as grandes empresas. As nossas estatais estão sendo vendidas, desmontaram a Copel, a Sanepar, e não podemos mais deixar isso acontecer. Precisamos e podemos recuperar tudo o que foi perdido, e retomar o crescimento do Paraná. Estamos juntos nessas caminhada pra que em 2022 a gente consiga tirar esse genocida do poder e mudar a história do Estado do Paraná”.

Foto: Leandro Taques

Marcio Kieller, representante da CUT-PR falou da empolgação que a Caravana vem trazendo a todo Paraná.

“Temos visitado vários municípios e em todos os lugares sentimos que as pessoas estão empolgadas com essa aliança política, com esse debate. E já foi dito aqui, na primeira etapa da Caravana, que não é o Requião que precisa do Paraná, mas é o Paraná precisa de Requião para recuperar a esperança. Todos que nos ouvem falar e nos acompanham pelas redes sociais, ou nos encontros presenciais, demonstram uma imensa gratidão e querem estar juntos, dando essa força que tanto precisamos para caminhar até a vitória”.

Também presente no evento, o ex-deputado Nelton Friedrich, do PDT, disse que o momento é de reorganizar, de recompor o Estado.

“Precisamos investir no desenvolvimento e chegou a hora de nos reencontrarmos com a esperança, com a seriedade. É algo que se sobressai, a riqueza de termos aqui conosco o Requião, uma pessoa que admiramos muito, por toda sua trajetória. É alguém que fez história, que nunca se vendeu, nunca se dobrou, tem posição, paga um preço alto por isso. Mas o papel de um governador hoje é dar um banho de paranismo no nosso Estado e o Paraná precisa disso, precisa de Requião”.

Segurança e solidariedade foram deixados de lado pelo atual Governo com a população do Paraná, na opinião da representante do MST, Dilce.

“Foi um grande retrocesso que vivemos nos últimos anos, nas periferias, onde encontramos as pessoas mais vulneráveis. E nós que estamos tendo essa oportunidade de fazer esse debate, vemos que ainda há esperança de voltarmos a termos dias melhores. Precisamos construir juntos esse caminho, que atenda a população e queremos somar a esse projeto para construir um Brasil e um Paraná mais justos para todos”.

Valentina, filiada ao PT e que representa o movimento cultural em Foz do Iguaçu, também fez um pronunciamento na Caravana destacando o orgulho de marcar presença num evento que pretende debater o futuro do Paraná.

“Política tem muito a ver com esperança e precisamos exercitar isso com a juventude, que a gente precisa se unir nesse momento contra um mal maior, algo que deve ser enfrentado. Quero agradecer essa oportunidade de falar diante dessa transição geracional e reconhecer a sabedoria de quem veio antes, dos mais experientes. Estamos nos organizando com a juventude, ela não está parada, na intenção de mostrar para todos que nosso povo merece e precisa dessa caravana de esperança”.

Diego, do PCdoB de Foz do Iguaçu, frisou que para resolver velhos problemas é preciso de união.

“A nossa juventude não pode negar que, aqui no Paraná, só quem nos representa é o Requião. Ele que trouxe muitos projetos para a juventude, para os professores e para educação. Precisamos fazer com que essa união da Caravana se fortaleça, para continuar essa caminhada de esperança. Quem não vê na pele a miséria que o povo brasileiro e paranaense vive hoje tem escamas nos olhos. Precisamos andar juntos e seguir com muita força até a vitória”.

O deputado estadual do PT, Professor Lemos, cumprimentou a todos que participam desse movimento plural para debater uma nova proposta para o Paraná.

“Nós precisamos retomar o Governo do Estado do Paraná e o Governo Federal. Já tivemos essa experiência do Requião Governador e Lula Presidente, e avançamos muito, nas várias políticas para o desenvolvimento do nosso povo, da nossa gente. Nós fizemos com que nossa economia crescesse e nós do PT estaremos novamente com Requião, é o nosso próximo Governador do Paraná”.

Foto: Leandro Taques

Requião Filho, deputado estadual do MDB, por sua vez, provocou o público a pensar que, somente querer retirar do poder Ratinho e Bolsonaro não basta, mas sim escolher seus substitutos por propostas sérias, concretas e comprometidas com a população.

“Tirar o Ratinho será um bônus, mas precisamos votar em alguém que queira reconstruir, baseado em propostas reais. Nossa casa tá bagunçada, nossa fundação está afetada, mas nós temos muito trabalho pela frente e o Paraná tem pressa. Convide seus amigos para derrubar uma taberna, vão aparecer 50 pessoas. Convide seus amigos pra reconstruir uma casa, vão aparecer apenas dois. E agora é tempo de reconstrução, e pra isso precisamos trabalhar com a verdade. Apresentaremos propostas baseadas naquilo que já fizemos, no que sabemos fazer e faremos melhor. E eles vão fazer promessa em cima de mentiras, de tudo o que não fizeram nos últimos 3 anos, e não farão porque vamos tirá-los de lá”.


Zeca Dirceu, deputado federal do PT, também elogiou a união da Caravana e das propostas que têm surgido a cada encontro pelo Paraná.

“Que bom que a gente não caminha sozinho. Requião sabe governar, porque governa para quem mais precisa, para os pequenos e médios empresários, para a agricultura familiar, para a reforma agrária, para quem produz alimento orgânico de qualidade, e colocando como prioridade aquilo que é importante para o povo trabalhador. Quem é da área da educação, da área social sabe o que representaram os governos do Requião no Paraná. Já ouvimos aqui vários testemunhos sobre isso e as consequências positivas do que ele fez pela política do nosso Estado. Precisamos devolver o Brasil e o Paraná para servir a cada cidadão. E pra isso, precisamos de mais mobilização, para ajudar a mudar o rumo do nosso Estado, do nosso país”.


Roberto Requião, por fim, falou desse desafio que tem sido lidar com tamanha indignação diante da pobreza dos brasileiros e da miséria dos que passam fome às margens da sociedade.

“Vejo o desemprego só aumentar, estamos pagando pelo petróleo preços absurdos que seguem a variação do dólar, algo que é produzido aqui sendo pago pelo valor de moeda estrangeira. Precisamos, acima de tudo, entender o que acontece no país para só então mudar profundamente a nossa realidade. Há um erro nisso tudo e algo precisa ser feito para ser consertado. Estamos numa crise brutal e quero trazer aqui a contribuição da experiência que adquiri em todos os meus mandatos que a população me concedeu ao longo de minha vida. Quando fui governador, enfrentamos uma crise terrível, mas conseguimos reverter positivamente congelando as tarifas de água e luz e ajudando a gerar empregos. Nossas estatais tiveram alta lucratividade e conseguimos construir grandes reservatórios de água e usinas de energia. Afinal, empresa pública tem que ser voltada aos interesses do povo e não de acionistas estrangeiros, que sequer sabem onde fica o Paraná”.

Foto: Leandro Taques

O ex-Governador e ex-Senador relembrou programas sociais implantados no Estado e acredita que, no alto de seus 80 anos, ainda tem muito a contribuir com a história do Paraná.

“Estou aqui disposto, movido pela indignação, trazendo a vocês toda experiência que adquiri ao longo de minha vida pública. Precisamos corrigir os erros e apoiar um candidato com propostas muito claras. O nosso papel nessas caravanas serve para elevar o nível dos debates e fazê-los entender que precisamos que os candidatos assumam compromissos com a mudança do Brasil. Não estou pregando uma revolução, mas sim atos eficientes, que podem ser sustentados, eleitoralmente, e no exercício de um governo. Eleger candidatos com identidade com a população, que votem pelo interesse do povo, não movidos pela vaidade e enriquecimento pessoal”.

Assista:


E por fim, se mostrou animado e contou brevemente sua história combativa dentro de um partido que era inicialmente movido por ações em prol da população:

“Acreditamos que vamos montar uma frente política inigualável no Paraná. São oito partidos que participam da nossa frente. Eu ainda sigo sem partido, abandonei o MDB, sigla da qual fui o filiado número um e que tinha em em seu estatuto, que aliás ajudei a redigir com tantos companheiros, que dizia ser o partido das classes populares, desligado das intenções de preferências do grande capital. Mas nos últimos tempos, se mostrou muito diferente. Nós temos que partir por esse caminho e em reuniões como estas eu me entusiasmo! Porque afinal, vocês estão aqui sem favores especiais, sem pão com mortadela, ou qualquer regalia. Porque vocês querem entender o que acontece no Brasil e formular uma posição de mudança para o nosso país e para o Paraná. A indignação nos mobiliza, mas de nada vale a fé sem a obra, e a nossa obra é a de construção, na internet, e nos espaços reduzidos que ainda temos, mas levar essa discussão para termos um programa razoável, fazer uma aliança dos nacionalistas, de quem tem fraternidade no coração, identidade com a população para superar esse movimento terrível que vivemos. Deus é grande e venceremos!”

Galeria de Imagens

Fotos: Anael Cespedes


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