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Aumento da jornada de trabalho dos motoristas é a legitimação do genocídio nas estradas, diz Requião


Aumento da jornada de trabalho dos motoristas é a legitimação do genocídio nas estradas, diz Requião

No entanto, o relator manteve a elevação de quatro para cinco horas e meia para o período de trabalho contínuo, antes do descanso obrigatório.

Apoiando-se em um estudo do professor Marco Túlio, da Unesp, especialista em sono, Requião mostrou os riscos da extensão da jornada, já que 93 por cento dos acidentes de trânsito são provocados por erros humanos. Devido à sonolência no volante, 22 pessoas morrem todos os dias nas estradas, alertou o senador.

A elevação do período contínuo para cinco horas e meia, conforme dados citados por Requião,  chega a triplicar o risco de acidente. “Com isso,  estamos institucionalizando o risco de morte nas estradas. É a oficialização do genocídio em nome do lucro”, afirmou o senador.

Requião disse ainda que estatísticas do Ministério do Trabalho revelam que 30 por cento dos motoristas brasileiros usam drogas, para suportar longas jornadas de trabalho. “Enfim, o projeto dá mais importância à carga que a vida dos motoristas”, criticou.

Seguiram o voto do senador Requião, os senadores Anta Rita (PT-ES), Ricardo Ferraçon (PMDB-ES) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Seis outros senadores se abstiveram.

Veja agora vídeo com as intervenções do senador Requião em defesa dos motoristas.


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