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A PEDIDO DE REQUIÃO, MP EXAMINA DEMISSÕES NA FERROESTE


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O protesto  é contra a política administrativa da direção que, segundo a categoria, vem promovendo demissões sistemáticas de funcionários concursados com o objetivo    de privatizar a Ferroeste.De acordo com o presidente da Assefer (Associação dos Servidores da Ferroeste), Milton César Gontarski, a direção da empresa justifica que as demissões são uma forma de redução de custos na folha de pagamento, devido ao baixo faturamento mensal. Segundo Gontarski,  além de serem ilegais, as dispensas de funcionários ocorrem de forma contraditória, já que recentemente dez novos cargos – com gratificações em torno de R$ 2 mil – foram criados.A categoria pede que o Ministério PÃ ºblico intervenha na situação para que os empregos sejam poupados.

Para a mobilização dessa quarta-feira os trabalhadores conclamam o apoio de lideranças políticas e de sindicatos para buscar alternativa frente ao governo e evitar novas demissões.

Veja na íntegra a carta publicada pela Assefer (Associação dos Servidores da Ferroeste):

“Terrorismo Trabalhista na Ferroeste

Nos últimos dois anos, quando assumiram a administração da Ferroeste os diretores Abelaro Cirico, e o então presidente Mauricio Quirino, os servidores da Ferroeste se viram expostos aos mais variados tipos de assédio moral e terrorismo trabalhista, que podem ser confirmados por diversos den úncias feitas aos órgãos competentes.

No início, eram demissões esporádicas, em média uma demissão por mês, além disso, muitos servidores, não suportando o assédio imposto por seus superiores, acabaram se demitindo.

Quando o presidente Querino se elegeu Vice-Prefeito de Cascavel, foi um alà ­vio para a classe da operação Ferroviária. Nossa esperan ça era que fosse nomeado novo presidente, que valorizasse quem realmente gera divisas para a empresa.

Ledo engano da categoria. O terrorismo aumentou, com a nomeação do sr. Bresolin, as demissões que antes eram uma por mês, agora são em grupos de servidores, notadamente da área operacional.

A alegação da empresa é que as demissões são justas por se tratarem de redução de custos na folha de pagamento, devido ao baixo faturamento mensal.

Mas demite ilegalmente, pois segundo determina a lei 8429 (lei da improbidade administrativa), o administrador público deve:

1º lugar demitir detentores de cargos comissionados.

2º lugar demitir os cargos com gratificação de função (que são muitos)

3º lugar demitir os maiores salários (que também são muitos)

4º lugar dispensar os servi ços terceirizados (transporte e portaria)

5º e último lugar demitir a área operacional.

No entanto a ordem seguida pela empresa é exatamente inversa.

Outro fato é que, a empresa, por absoluta falta de capacidade de planejamento administrativo, atendendo orientação de gerentes incompetentes, prorrogou um concurso público de 2008 e lançou outro concurso em 2012. Agora se ve obrigada a contratar pois o prazo legal do concurso está expirando. Agora demitem uns para contratar outros?

Além disso o sr. Bresolin, criou a maior expressão de terrorismo trabalhista no estado do Paraná, que é a “Comissão Administrativa Demissional permanente”. O Ferroviário sai para trabalhar pela manhã, mas não sabe se volta para seu lar com seu emprego.

O senhor Bresolin, deveria esclarecer como alega falta de recursos para a folha de pagamento, se recentemente criou dez cargos promovendo um verdadeiro trenzinho da alegria na Ferroeste com gratificações em torno de R$2.000,00 mensais?

Exemplo:

1- criando o cargo de Chefe de operações para um funcionário da área administrativa, sendo que a empresa tem o Supervisor de Tráfego e movimento trens?

2- criando cargo de chefe de suprimentos, sendo o único servidor na área de suprimentos o próprio chefe? E vários outras promoções nesta mesma linha.

Infelizmente o Sindifer, sindicato que deveria representar e defender os interesses da categoria, Ã © totalmente omisso. Inclusive se opondo a criação da Assefer, associação criada pelos funcionários para tentar reverter este quadro.

O terrorismo é tamanho, que a empresa bloqueou nosso e-mail, o que não nos permite corresponder com nossos associados, indo contra o artigo 543 parágrafo 6 da CLT.

Se o senhor Bresolin, tivesse um pouco de bom senso e o Governo do Paraná vontade política, poderiam colocar em disposição funcional estes servidores a outros órgãos no âmbito estadual, como DER, Copel, Codapar, Sanepar, e inclusive prefeituras municipais, pois isto é prà ¡tica comum no estado. Evitando assim a demissão de pais de família, que na maioria dos casos, tem na ferrovia sua única profissà £o e fonte de renda.

O senhor Bresolin, tem veiculado notà ­cias sobre a Ferroeste, de modo conveniente para sua promoção, jogando a culpa dos resultados negativos da empresa, na área operacional, o que não procede.

A Assefer não mais se calará, pois a empresa pretende manter os 30 servidores administrativos, com seus polpudos salários e gratificações, e demitir os 120 servidores que produzem e geram divisas para a empresa.

Conclamamos a todos os Sindicatos, associações de classes, lideranças políticas, que não se omitam e manifestem seu repúdio a forma em que é tratado os servidores que são devidamente concursados na Ferroeste, pois estda doença pode se alastrar aos demais órgãos da administração pública paranaense.

Ao Ministério Público, os ferroviários pedem, imediata intervenção, para que empregos sejam poupados, pois perde o trabalhador, perde a Ferroeste, perde o povo do Paraná.

Assefer (Associação dos Servidores da Ferroeste)”.

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